terça-feira, 6 de agosto de 2013

Contrariedades

Dizem que mulheres são do sexo frágil. Outros, afirmam exatamente o contrário. Sabe aquelas mulheres fortes, decididas, que dão de ombros ? Queria ser uma delas.

Sim, estou inserida no grupo do sexo frágil, apesar de praticamente ninguém acreditar. Falam que sou forte, inteligente bonita, que tiro de letra os problemas que a vida me coloca. Enganos.
Saio, me divirto, converso, brinco e volto para casa. Cabeça no travesseiro, choro. Felicidade momentânea enquanto busco a plenitude de volta.

Não estou preparada para ter ela de volta agora, de repente, do jeito que era antes. Preciso encontrar a tal paz de espírito, me libertar sozinha. Mas ajo de forma contrária a razão. Se a minha felicidade bater na porta e quiser entrar, ofereço casa, comida, roupa lavada e ainda uma massagem nos pés. E nunca mais deixo ela sair.

domingo, 4 de agosto de 2013

Em busca da serenidade


Sempre falam que com a idade a gente vai se acalmando. Nada é muito exagerado: há uma medida para tudo. Mesmo após muitos anos, não alcancei esse tal plenitude calmalística emocional. Talvez pelo meu desejo de viver tudo que posso. Ou mesmo por me deixar levar pelo calor dos acontecimentos. Só sei que sofro muito por tudo, assim como fico em êxtase por pouco.

Na maior parte das vezes reajo por impulso às coisas. Aí, me pergunto: cadê a sabedoria que deveria vir com a idade e com a experiência? Ela só aparece depois da merda feita.

À procura por sentimentos que possam me colocar lá para cima, acabo encontrando as mesmas respostas para as mesmas questões. Não era o caminho e eu já sabia disso. O que me faz feliz não está em qualquer lugar, em qualquer esquina. Tem nome, endereço, cheiro, gosto, imagem, toque e tudo mais que é único. Então percebo que vivo me precipitando.

Na falta da felicidade na esquina, me vê aí uma serenidade em comprimido.