segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fim da esperança?


Vivi momentos de muita abundância. Era tudo demais: trabalho demais, família demais, felicidade demais, amor demais. Passei parte do verão, outono, inverno e primavera vivendo na mais pura paz de espírito. Mas a fonte secou, o sol parou de brilhar e junto com a chegada das chuvas, a esperança foi-se. Não uma esperança qualquer, mas aquela que nos faz viver, que nos faz continuar caminhando. Nada, nunca, foi tão sombrio na vida.

Junto a vida julgada ideal, acabaram também a felicidade e a vontade de fazer valer a pena. A paixão virou um risco. Risco de vida, que me consome aos pouquinhos, dia a dia, levando minha energia vital, aquela que diziam que eu roubava a cada momento de amor. Como o gado na seca do sertão brasileiro. Só que, ao contrário dele, eu como, me movo, bebo água... mas é como se nada disso tivesse efeito.

Crueldade. Tortura. Algo que ataca de dentro para fora.

As aparências enganam qualquer um. Nestes momentos que descubro o quanto sou boa em agradar as pessoas, em esconder o que sinto e guardar tudo para mim. Todas as chuvas, todas as tormentas, todo lado sombrio inserido dentro do meu ser. Eles não escapam com facilidade como um sorriso sincero ou uma palavra de amor já proibida. Esses são incontroláveis.

O sentimento perturbador me persegue e me ronda, como urubus sob os animais que definham na seca, somente esperando o momento final para atacar. E quando atacam, sem escapatória. Mas ainda há luta, e mesmo com a esperança perdida, ela ainda está lá para ser encontrada. Basta alguns pingos para curarem a sede e trazê-la de volta.

Se não for pela esperança, realmente não valerá mais a pena.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Abismos


As histórias são iguais, o que muda é a percepção que temos sobre elas. Assim também acontece com os abismos da vida. Você pode se jogar de qualquer um deles. Os reais, aqueles que têm milhares de metros de profundidade, causam estragos perceptíveis rapidamente. Se você está fazendo uma trilha, basta dar uma escorregada e foi-se a sua vida em alguns poucos segundos. Dor rápida. Passageira. Sem grandes distúrbios. Só para os que ficam, mas não tem opção, não há escolha.

Apesar disso, os abismos imaginários são os piores, pois ao cair neles são horas - dias, semanas e até meses - de queda livre. O estrago pode até ser visto, mas não sem um certo cuidado. As paixões normalmente estão neste abismo. Para alcançá-la, você precisa se jogar. E de cabeça. Nada de escorregadinha. É preciso pular sem pensar no que vai acontecer, onde está o fundo. E este é sempre alguém que coloca, para você bater a cabeça, com força, mas sem morrer, só para da próxima vez pensar melhor antes de de atirar nas profundezas do amor...

É um abismo tão subjetivo que não há nada nem ninguém que possa lhe tirar de lá. Alguns amigos tentam estender a mão para puxar você de volta. Eles não entendem nada. Amigos de verdade lhe veem caindo e se jogam junto para fazer companhia na queda. Nesta descida, de mãos dadas e olhos fechados, pode passar uma ventania e fazer o curso da queda mudar de rumo. Essa é a ideia: um abismo sem escalas que leva a gente para onde for melhor.

Me jogar? Já fui. Amigos? Estão aos poucos se jogando comigo e, daqui a pouco, formaremos um grupo tão grande que virará um balão só para que eu possa ver o abismo de cima e passar a se levada com mais segurança pelos caminhos da vida. Sem rumo. Sem medo. Juntos, sempre.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Falsas promessas


Tem pessoas que são muito estranhas. Não sabem bem o que sentem e acreditam que qualquer friozinho na espinha é amor. Assim, esse arrepio se transforma no "amor da minha vida". Promessas vazias, sem fundamento lógico, são feitas. Troca de olhares. Beijos molhados. Um cheiro no cangote no meio da rua. Tudo, mas tudo tem jeito de paixão. De amor. Mas é só frio na espinha.

Um amanhecer com cheiro de felicidade. Um sorriso de bom dia ao acordar. Carinhos, conversas, risos... falsos. Ou não falsos? Nunca dá para saber. Ao estarmos apaixonados, todas as ações parecem mágicas, verdadeiras, nos completam. Elas nos fazem ver sentido na vida. Tudo com cores, sensações extremas.

O melhor beijo do mundo. O melhor abraço do mundo. E por mais que você procure, é essa pessoa que faz você se sentir viva, mesmo que esses sentimentos não sejam os mesmos para ela. Você procura em outros corpos aquele que se encaixe no seu, mas não é perfeito. Ninguém vai substituir. Nem a ilusão das promessas será a mesma. Falso. Tudo agora soa falso.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Saudades sem fim

Abro espaço para algo que li num blog. Com os devidos créditos à autora Kelly Moraes (espero que seja verdade...). Momento oportuno.




"Dizem que a distância faz aumentar o amor.
Dizem também que um grande amor supera as maiores distâncias.
Dizem uma porção de coisas, mas acredito que ninguém está passando pelo que nós passamos.
Palavras, por mais bela que sejam, jamais poderão amenizar esta dor e esta saudade.
Eu tento controlar o pensamento, mantê-lo preso a qualquer outra coisa, mas ele fatalmente acaba voltando ao mesmo ponto: você.
Nada consola. Então sofro e, às vezes, com egoísmo, penso que seria melhor não tê-lo conhecido. Depois me arrependo. Se isso tivesse acontecido, eu jamais saberia o que é o amor de verdade, nem saberia valorizar cada momento que passamos juntos.
Eu estou aqui, como sempre estive e onde sempre estarei... a sua Espera"