Passei por alguns dias sem inspiração, por pura indiferença as coisas que aconteciam ao meu redor. Tudo cinza, tudo sem graça: viver por viver. Aliás, sobreviver. Mas dias desses comentaram que eu estava bem, estava voltando a viver após um longo período de tempestades. Percebi neste momento como eu sou boa em disfarces; volta e meia até eu mesmo acredito nisso. Cheia de sorrisos, brincadeiras, amigos... mas com um único pensamento constante: "por que certas coisas só acontecem comigo?".
A cada retorno, a cada dia, esperança de dias melhores vem e vão, como as ondas do mar. Assim como um timoneiro, estou aprendendo a lidar com essas mares da vida, assim, vou tentando levar meu barco mesmo nas piores tempestades. Acostuma-se ao mal. Sobrevive-se. E neste percurso da vida, entre nuvens, trovões e alguns clarões de Sol no céu, diversos fatos marcam a gente. Poderia indicar diversos deles que fazem parte dessa leva de acontecimentos bons e ruins, mas que fazem parte do que sou hoje.
Cheguei a fazer umas lista, tipo "as 10 mais", que ia de "atropelamento por pombo" a "comprar um livro que já tem", mas alguns itens eram tão doloridos para minha alma que decidi apagar, pois após ler e reler a lista, terminei com um "ter dias em que viver parece ser a pior opção".
Timoneiro, timoneiro, aprenda mais uma lição: por mais que as coisas pareçam ruins, a vida é única e quem decide as caminhos a se percorrer é você. Adapte-se e seja feliz, mesmo que somente por alguns instantes. A dor é inevitável, mas há de se acostumar com ela e sobreviver as maiores tempestades. Mas se nada disso der certo, deixe a maré levar um pouco e ver no que dá, pode ser que encontre uma praia paradisíaca em que o Sol brilha todos os dias e as chuvas são para hidratar a alma e não destruí-la.

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