Você entra em um carro, em um trem ou em qualquer coisa que pegue velocidade. Uma telinha na frente diz para onde você vai. Não, não é um GPS, é uma máquina do tempo. Agora, você é capaz de mudar a história e ser tudo que você quer ser e ainda não é... Mas, ops, e se você mudar os acontecimentos de tal forma a perder lembranças, amigos, familiares?
A ideia de um equipamento capaz de voltar alguns anos é tentadora. Ter um DeLorean passa a ser um sonho de consumo e voltar no tempo, como o McFly, um desejo dos mais profundos, ainda mais quando alguns fatos do passado influenciam tanto o seu presente a ponto de atrapalhar.
Na falta de uma máquina do tempo, fazemos tentativas constantes de simular essa viagem. Buscamos fatos que marcaram e tentamos memorizar o que aconteceu antes e voltar àquilo: objetos dentro de casa, livros não lidos, fotos na parede e até mesmo frases podem ser usados para remontar um contexto anterior, na esperança de fazer ilusoriamente um retorno, ter um ponto de partida para iniciar novamente. Reset.
Mas se você apagar a sua mente como lembrar de não cometer os mesmo erros? Quem já viu "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" sabe bem no que isso pode levar. A não ser que esse seja o destino. É?

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