A gente ri e a gente chora. Muito das duas coisas. Gargalha e debulha-se em lágrimas. O certo é que nunca é a mesma coisa. Nunca é indiferente. Um ponto no meio do nada muda a cada segundo. Ninguém consegue ser o mesmo. Nunca.
O fato de parecer que não mudamos não significa que se é o mesmo. Após ler esse texto, você não será o mesmo. Após eu escrever e publicá-lo, também não serei a mesma pessoa. Então por que cargas d'água um sempre quer mudar o outro? Porra, já se muda constantemente, qual é o problema?
O problema é que nunca somos perfeitos, nunca correspondemos a todas as expectativas. Mas somos suficientes pelo menos naquele instante. O desejo é ser suficiente sempre. Buscamos uma autossuficiência para viver. Nos bastarmos. Mas não é assim. Precisamos do outro. Pior: ele precisa nos aceitar assim, desse jeito.
Jeito moleque, levado. Jeito sério, brigão. Jeito meigo, acanhado. Sempre? Nunca!
Você subia em árvores quando criança. Ainda sobe? Você se lambuzava de doces, corria atrás de pipa, tinha vergonha de beijar a bochecha de alguém, queria ser professor, médico e até ministro. O que aconteceu? Mudou. E isso acontece. Faz parte. Não é proposital.
Então, não dê a desculpa que "sou assim e não quero mudar", você já mudou, independente de alguém pedir ou não. Você não é autossuficiente; se importa com as pessoas e muda junto com elas com um breve contato ou rápida conversa. Um "bom dia" pode mudar sua vida.
Os risos e as lágrimas mudam a gente. O que não pode é ser indiferente. A indiferença deve não ser capaz de mudar. Ela deve paralisar você no tempo. Mas dessa forma, você fica e os outros vão. É isso mesmo que você quer?
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