sábado, 24 de setembro de 2011

Vulnerabilidade


Bebê, menina, mulher. Dizem, madura até. Não importa a idade, condição social ou escolaridade. Todas são vulneráveis. Repetindo: todas. Um simples ato faz o mundo desmoronar. Perde-se o chão. Para elas: "cai do salto".

Nesses momentos, andam perdidas, descontrolam-se com facilidade e choram na rua. Enxugam lágrimas em meio a papéis e telefones tocando. Vergonha? Sim. Sempre. Mas esta é incapaz de fazer o mundo parar de ruir.

Dramáticas: olham para o céu. "Mas por quê?" - perguntam, esperando sempre uma resposta milagrosa. A realidade volta. Não há milagres. Não há o que entender.

Olhos inchados, nariz vermelho, mãos tremendo. Um sopro imaginário ao pé do ouvido só piora. Dizem as mais experientes: "Chora na cama que é lugar quente". Obedeça!

Um lindo dia sempre virá. Novas decepções, novas reações, novos olhares, novas promessas, novos desejos, novos sonhos. Novos pontos vulneráveis.

Na verdade: mais vulnerabilidade. E daí?

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