sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pés pelas mãos

Nunca tive presságios na vida. Nenhuma experiência me levava a acreditar nisso. Mas esse blog está testando minhas crenças. Este é meu quarto post desde que criei o blog. De lá para cá, poucos dias se passaram, mas já escrevi sobre pensamentos que precisam ser vistos e revistos, sobre acertos e erros e o último sobre minha grande capacidade de sentir.

Parece que estava prevendo que iria fazer algo errado que marcaria minha vida para sempre e que choraria. Mais. E por você. Isso não faz sentido para um monte de gente, mas, para mim, é um peso que estou carregando agora nos ombros. Tinha a sensação da merda vindo e ela aconteceu. Toda no mesmo dia. Até um pombo cagou em mim hoje! Era um sinal. Sinal para eu não sair de casa. Sinal para eu me entocar como um coelho medroso. Sinal para que eu ficasse alerta aos possível problemas da vida.

Surto? Só podia ser. Tanto que fiquei brincando com frases soltas durante o dia, a semana. No último post, escrevi: "Choro pela sua falta... pelo jeito que você me olhava. Ainda olha?". Após hoje, tenho certeza que não. Que nunca olhará. Nunca será como antes. E se um dia tiver você de novo nos meus braços, por mais que me esforce, não será a mesma coisa. Seus beijos não irão querer me dar paixão, seus carinhos poderão ser somente um gesto comum, que você faz em qualquer pessoa.

O mais difícil não é saber quem errou. É só ir um pouquinho ao post anterior. Fica fácil. E você disse que eu acerto mais que erro. Duvido. Agora você sabe: quando penso, faço errado; quando é por impulso, também. Sou um erro ambulante. Não mereço você e nem ninguém. Sempre meto os pés pelas mãos. Minha felicidade acabou. O copinho que cultivava, secou. E, agora, estou só. Eu, meus erros, meus pensamentos, minhas marcas profundas.

E eu pedi. Eu queria. Você já não queria mais. Brinquei falando que ficaríamos juntos mas separados. Você tinha medo e desistiu. E já sabia disso há tempos, quando me negou a companhia de quem eu mais queria para sempre. Sou a errada. Achei que o que sentíamos era maior que tudo. Engano. Pés pelas mãos. Mãos pelos pés. Cabeça que não funciona direito. E se eu acreditava que meu inferno astral já tinha passado, ele apenas começou. Estamos no dia 9, ainda me restam 21 dias para piorar tudo.

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