Volta a meia a gente toma uma rasteira. Colocamos a culpa em Deus, no mundo, nos amigos, na família... raramente a culpa é nossa. É mais fácil culpar os outros que os resultados das nossas atitudes. Traímos nossa vida pensando assim.
Não tem muito o que dizer sobre essas traições, elas são mais fortes que nós. Vêm junto a um turbilhão de emoções que sentimos e só percebemos o que queremos: torna-se refém dos próprios sentidos, assim, pensamos que estamos vendo sinais onde não existem, criamos esperanças onde só há escuridão, nos iludimos em meio a certeza das desilusões.
Pura sabotagem. 100% boicote
Por que não é simples escolher ser feliz? Por que nos apegamos a pessoas que não nos querem mais, coisas que não suportam mais a nossa presença, objetos que nos remetem a um passado triste?
Amor. Lembranças
Viver de ilusões é um perigo. E todo sentimento é ilusão. Nada palpável. Não dá para guardar numa caixinha, separado por categorias e escolher aquele que melhor cabe em cada momento. Quem dera se assim fosse!
Comparações
Viver é como jogar poquêr. O problema é quando os outros jogadores escondem cartas nas mangas e jogam sabendo que vão ganhar e você, perder.
A Vida é um desses jogadores, pode ser traiçoeira.
Já a Morte, parece que não. Ela já está jogando com você abertamente. Você sabe que ela vai ganhar, só não sabe quando. E mais: quando colocar as cartas na mesa, você vai, muitas vezes, feliz por ter perdido logo esse jogo.
Para a Vida e para a Morte.