sábado, 21 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jogo de empurra-empurra das traições

Volta a meia a gente toma uma rasteira. Colocamos a culpa em Deus, no mundo, nos amigos, na família... raramente a culpa é nossa. É mais fácil culpar os outros que os resultados das nossas atitudes. Traímos nossa vida pensando assim.

Não tem muito o que dizer sobre essas traições, elas são mais fortes que nós. Vêm junto a um turbilhão de emoções que sentimos e só percebemos o que queremos: torna-se refém dos próprios sentidos, assim, pensamos que estamos vendo sinais onde não existem, criamos esperanças onde só há escuridão, nos iludimos em meio a certeza das desilusões.

Pura sabotagem. 100% boicote

Por que não é simples escolher ser feliz? Por que nos apegamos a pessoas que não nos querem mais, coisas que não suportam mais a nossa presença, objetos que nos remetem a um passado triste?

Amor. Lembranças

Viver de ilusões é um perigo. E todo sentimento é ilusão. Nada palpável. Não dá para guardar numa caixinha, separado por categorias e escolher aquele que melhor cabe em cada momento. Quem dera se assim fosse!


Comparações

Viver é como jogar poquêr. O problema é quando os outros jogadores escondem cartas nas mangas e jogam sabendo que vão ganhar e você, perder.

A Vida é um desses jogadores, pode ser traiçoeira.

Já a Morte, parece que não. Ela já está jogando com você abertamente. Você sabe que ela vai ganhar, só não sabe quando. E mais: quando colocar as cartas na mesa, você vai, muitas vezes, feliz por ter perdido logo esse jogo.

Para a Vida e para a Morte.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Saudade X Liberdade


Duas palavras quase impossíveis de explicar.

Quem sente saudades, simplesmente sente. Chora de dor, ri de amor. Misto de tristeza pela falta com a alegria de se sentir vivo. Vontade de morrer. E às vezes se morre mesmo, por dentro.

Quem tem liberdade, vive com a mente aberta, mas também não sabe como explicar o que é. Simplesmente sente. Pode ser por poder escolher o que quer, andar por onde deseja ou mesmo sentir o que tem vontade e ser feliz por isso. Poder gritar ao mundo que está feliz ou mesmo triste, sem as amarrações sociais impostas por aqueles olhares malignos que prendem nossos sentimentos.

Saudade e Liberdade são sentimentos tão próximos quanto distantes. Um não se deseja ter, o outro faz parte de uma busca incessante do ser humano. Difícil de se ter os dois e o pior: mais fácil ter o primeiro.

Às vezes, caminham juntos. Se tem saudades porque torna-se livre; sozinho no mundo, tendo que conviver com você mesmo, dependente somente das próprias escolhas. O horizonte é o limite, mas a vontade de ir ao encontro dele não existe, e aí que entra a saudade. Ela prende você mesmo você tendo liberdade de escolha.

É como se estivesse caído em um abismo com uma corda mas não saber como usá-la. Como a falta de possibilidades de fuga só fizesse você pensar que único caminho para liberdade é amarrá-la no pescoço e se jogar mais profundamente ainda.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Retorno

Algo quebra dentro de mim a cada segundo. Creio que são pedaços do meu eu interior se desprendendo do meu corpo. Não que eu queira isso, pelo contrário, queria algo que juntasse tudo, como fazia meu coração. Sim, porque é nele que tudo estava grudado e fazia todo o resto funcionar perfeitamente. Mas roubaram ele, levaram não sei para onde e o destruíram.

Para seguir em frente, não basta superação. É preciso mais: tem que querer viver. Mas aí, me pergunto: como viver sem meu coração? Se não bastasse os problemas normais da vida, temos que criar outros, com soluções inalcançáveis? Não adianta traçar estratégias ou mesmo uma conversa franca, é preciso deixar o tempo passar? Se a cada dia que passa um pedaço de mim se vai, como deixar o tempo correr? Esperar o corpo definhar a espera do coração?

Se me devolverem, mesmo que em caquinhos, sei que posso fazê-lo bater forte novamente, basta alguns laços de fita coloridos como o arco-íris, uma cola forte como a confiança e alguns minutos de secagem ao nascer do sol. As feridas abertas com a violência da separação do corpo virarão cicatrizes que permanecerão, e para sempre, e isso só lembrará o quanto é importante cuidar um do outro, sem querer tirar nada, sem querer levar nada.

E se me perguntarem se sou capaz de doar novamente meu coração remendado, eu respondo com toda a certeza do mundo: definharia tudo de novo só para reviver os poucos momentos em que alguém cuidou dele para mim, ver que o meu coração deu vida para outra pessoa nem que tenha sido por breves instantes.