Duas palavras quase impossíveis de explicar.
Quem sente saudades, simplesmente sente. Chora de dor, ri de amor. Misto de tristeza pela falta com a alegria de se sentir vivo. Vontade de morrer. E às vezes se morre mesmo, por dentro.
Quem tem liberdade, vive com a mente aberta, mas também não sabe como explicar o que é. Simplesmente sente. Pode ser por poder escolher o que quer, andar por onde deseja ou mesmo sentir o que tem vontade e ser feliz por isso. Poder gritar ao mundo que está feliz ou mesmo triste, sem as amarrações sociais impostas por aqueles olhares malignos que prendem nossos sentimentos.
Saudade e Liberdade são sentimentos tão próximos quanto distantes. Um não se deseja ter, o outro faz parte de uma busca incessante do ser humano. Difícil de se ter os dois e o pior: mais fácil ter o primeiro.
Às vezes, caminham juntos. Se tem saudades porque torna-se livre; sozinho no mundo, tendo que conviver com você mesmo, dependente somente das próprias escolhas. O horizonte é o limite, mas a vontade de ir ao encontro dele não existe, e aí que entra a saudade. Ela prende você mesmo você tendo liberdade de escolha.
É como se estivesse caído em um abismo com uma corda mas não saber como usá-la. Como a falta de possibilidades de fuga só fizesse você pensar que único caminho para liberdade é amarrá-la no pescoço e se jogar mais profundamente ainda.
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