domingo, 8 de julho de 2012

Amores perdidos

E então, quando escurece, tudo parece pior. Um nome, uma palavra trocada, um vento frio entrando pela janela... cada momento passado tão lentamente quanto as lágrimas que escorrem pelos olhos e chegam salgadas à boca trêmula, incapaz de pronunciar qualquer palavra.

A tristeza, escondida no olhar durante todo o dia, ganha liberdade para sentir na escuridão da noite, na solidão do quarto. Ao lado, o rádio toca as notícias do dia, as tragédias do mundo. Poderia ser somente mais uma delas, a janela é uma das alternativas para tornar-se notícia.

Covarde.

Prefere ser notícia somente nas conversas alheias, nas fofocas melodramáticas de gente que não sabe o que é amar, olhar olho no olho, ter as bocas unidas como se fossem uma só ou os corpos encaixados feitos um para o outro, sob molde.

Fascinação, ilusão...

E a noite cai e traz com ela mais uma madrugada fria, com sentimentos tristes e melancólicos, com as cobertas servido ora para esquentar ora como lenços para enxugar as lágrimas que teimam em escorrer sem parar. É preciso esquecer, é preciso superar.

Um dia.

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