Esses dias estava a conversar sobre luto e sobre as coisas que perdemos na vida. Todo mundo sempre perde algo ao longo da sua existência. Objetos, pessoas e até mesmo memórias. E tudo isso pode estar interligado em um momento único, congelado para a posteridade, em fotografias.
Ao olhar essas imagens, me lembro quem eu já fui, o que já vivi... penso em pessoas queridas, momentos felizes, presentes que ganhei, amigos, família, namorados. Elas me fazem viajar no tempo só para provar que tudo é feito de instantes e que são esses instantes que ficarão guardados, marcados como a ferro na pele.
Matutando sobre isso, lembrei de um livro de filosofia que li em que o autor fala sobre memória. Diz ele que todas as nossas lembranças ficam suspensas em uma virtualidade e que as resgatamos quando precisamos delas de alguma forma. Seria a ideia de que quando estamos para morrer toda a "vida passa na nossa frente", como se estivéssemos buscando algo que nos faça encontrar a solução para a sobrevivência.
Acredito nele. Por isso volta e meia reviro álbuns de fotografia e arquivos digitais. Busco neles sentido para a vida. Instantes congelados capazes de me fazer reviver, me dão gás para seguir em frente, fazem com que eu perceba que a vida é feita de momentos, bons e ruins, mas que são eles que me fizeram ser quem eu sou agora, porque no segundo seguinte já serei outra pessoa, transformada pelo tempo que já passou e não volta mais.

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