segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Rédeas da vida


O fim do ano traz uma sensação enorme de doação. Ficamos mais sensíveis, mais vulneráveis, mais emotivos. Choros e risos demais. Mas muito demais. Mistura dos dois. Perdemos o controle das coisas, da vida. Essas duas últimas semanas parece que queremos que tudo aconteça, um desejo enorme de resolver todos os problemas e recomeçar.

Isso acontece porque sempre achamos que o ano que vem a frente nos trará melhores momentos e que as escolhas que fazemos irão ficar para trás e poderemos ser novas pessoas. Mentira. Tudo será como antes e não serão uns fogos de artifício, bebidas e conversa fiada que trarão renovação. É preciso mais.

É preciso tomar a vida para si, controlá-la e levá-la para onde você quiser. A vontade é sua. As escolhas são suas. Então, não deixe o destino decidir, decida você. Siga em frente. Amor, saúde, trabalho... está tudo em suas mãos. Se você desistiu, se você não se cuidou e se você não correu atrás não coloque a culpa no destino, a culpa é sua e das escolhas que fez para seguir em frente.

Mas sempre há tempo. Se nada deu certo. Não olhe para trás, busque acertar da próxima vez. Pode ser nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas, mas você pode fazer diferença. Sempre há jeito.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Crenças


Muitos falam que crer em alguma coisa vai fazer a sua vida melhor. E muitas vezes faz. O problema é quando as crenças são conflitantes. Se for assim, mesmo acreditando, você não será tão feliz assim. Eu acreditava. Acreditava no amor. Acreditava na paixão. E mais ainda: acreditava que, se você tem esses dois, tudo seria perfeito e não precisaria de mais nada.

Conflito: o outro não acredita nisso. Para ele, é preciso mais que amor, mais que paixão, mais que doação. Era preciso... não sei. Confundiu, complicou. Complexificou demais. Muito mais do que minha mente é capaz de alcançar. Imóvel. Desestabilizada. Desconcertada.

Achei que já estaria constante. Mas voltei a ser inconstante. Pensamentos confusos, tortuosos. Estaca zero. Só não mais no marco zero. Zero de pensamentos felizes. Zero de esperança. Zero de vontade. Vontade de tudo. De comer, de beber, de amar de novo. Cansada demais para continuar.

Sempre fui otimista, acreditava que agindo assim tudo iria ficar bem. Zero. Preciso me agarrar em alguma crença, tenho necessidade de acreditar em algo que me faça continuar. Mas o quê? De que adianta? Procuro mas não encontro.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Gênio e a felicidade


Ser um perdedor é algo que ninguém quer. Nem eu, nem você. Mas também é inevitável. Sempre perderemos alguma coisa na vida. Ou alguém. Perdemos para outro, perdemos para nada, perdemos para tudo. Grandiosidades e miudezas.

Mas o que seria de nós se só ganhássemos? Todos os desejos e sonhos realizados, como se tivéssemos uma lâmpada mágica e um gênio. Nada nem ninguém poderia me impedir. O mundo estaria em minhas mãos. Felicidade?

Hoje acordei com a sensação de que era a dona do mundo. Aqueles sonhos, desejos e fantasias atendidos. Tudo atendido. Mundo feito de sorrisos, a paz e a tranquilidade ao meu lado. O gênio também. Ele que me proporcionou isso. Mas como todo conto, de repente, ele se transformou no vilão, e com suas palavras mágicas e seus olhos penetrantes - os mesmo olhos que realizaram meus desejos - fizeram os meus sonhos se diluírem. Escorrer pelas mãos.

O mundo estava dividido então. Em desarmonia. A felicidade ficou distante e uma névoa sombria encobria tudo. Escuridão. Apesar do dia claro, acabei me juntando aquelas pessoas sem rosto, todas iguais, vivendo aquela vidinha amena, medíocre. Me vi no meio disso tudo. Fui junto. Meu gênio, imponente. Nada perturbado.

Cinza. Sem graça.

Mas sou otimista de berço. Basta alguns minutos e vejo o sol voltar a brilhar, mesmo nos dias de temporais. Chuvas torrenciais. É isso que me move: esperança. A água vinda do céu lava as ruas, as calçadas, os corpos. Num pedacinho de azul vejo meu gênio. Ele também me vê. E entre tudo que está a minha volta, ele olhará para mim, me reconhecerá e eu serei seu foco novamente. Ele lembrará de meu olhar e da satisfação que tinha ao declamar sua magia para me ver feliz. Voltará para mim, para minha lâmpada, para meu mundo, onde o sol sempre está presente e as cores são hipersaturadas.

Egoísta, eu?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Contextos




Estranho como a distância provoca surtos de sentimentos. Se é capaz de alterar o humor com uma simples palavra, frase ou conversa. Raramente é para melhor. Inicialmente surge um desinteresse, mas daí se é capaz de relembrar cada momento já vivido relacionado ao assunto principal, que desencadeia tristeza, agonia e até raiva.

Raiva de não ter feito melhor, raiva de ter feito o melhor que deu e não ter sido suficiente. Raiva por ser do jeito que é. Raiva de o outro não ter sido melhor, ter feito melhor, ter se esforçado. O caso é que nem tudo é como queremos, como  desejamos ou planejamos. Se fosse assim, o mundo seria perfeito. A paz reinaria no planeta. Utópico, claro.

Somos imperfeitos, incompletos. Isso que nos faz seres encantadores e misteriosos. Somos incomparáveis somente por não sermos iguais. Fisicamente até pode ser. Mas a genética está longe de decifrar o comportamento, as reações possíveis, o pensamento ou as atitudes tomadas diante dos acontecimentos da vida.

O mesmo fato vivido em um contexto diferente pode trazer a alegria, a diversão, até mesmo o sarcasmo. Por isso a raiva. Sentimento tão previsível em uma mulher. Não deveria ficar entristecida, mas sim abismada. Mas não, a decepção pelo fracasso do esforço vem com força. Raiva. Era melhor não ter tentado. Não iria importar. Não iria fazer diferença. Outro contexto. Não iria ter vivido.

O viver é muito como diz o ditado: "o que os olhos não veem, o coração não sente", mas e quando ele fica sabendo? Dizem que os olhos falam tudo que se sente. Parece um caminho então: os olhos veem, o coração sente e os olhos expressam o que o coração sentiu. Neste caso, os olhos não viram, mas o coração sentiu depois de palavras ditas, depois do fato ocorrido, não vivido, mas contado.

domingo, 16 de outubro de 2011

Horas a fio


A ansiedade é a maior inimiga do tempo. Apesar de acharmos que o tempo passa rápido demais ou anda vagarosamente em alguns momentos, é nossa ansiedade que faz ele ser assim. O dia tem 24 horas, ponto. Mesmo no horário de verão.

Passar o dia esperando um telefonema faz tudo passar mais devagar. As horas passam. Nada acontece. O tempo é longo, mais que o normal.

E quando se está esperando por alguém? Se faz de um tudo para ocupar a mente. Até um banho mais longo se toma. Deixa-se a água escorrer pelo corpo, e bem devagar lava-se o cabelo, passa-se sabonete. Fechar os olhos e tentar sentir o perfume e o gosto da água é fantástico.

E não para por aí: hidratante, cabelos, roupa para dormir... tudo tão devagar só para esperar o tempo passar. E ele passa. Mas não tão rápido quanto se gostaria.

Outros momentos, ele é veloz, principalmente se esse banho é junto a alguém especial. Ou depois que esse alguém chega. Você pisca e tchum, a pessoa já foi embora novamente. E o tempo, traiçoeiro, volta a não ter pressa de passar.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Indiferente, jamais


A gente ri e a gente chora. Muito das duas coisas. Gargalha e debulha-se em lágrimas. O certo é que nunca é a mesma coisa. Nunca é indiferente. Um ponto no meio do nada muda a cada segundo. Ninguém consegue ser o mesmo. Nunca.

O fato de parecer que não mudamos não significa que se é o mesmo. Após ler esse texto, você não será o mesmo. Após eu escrever e publicá-lo, também não serei a mesma pessoa. Então por que cargas d'água um sempre quer mudar o outro? Porra, já se muda constantemente, qual é o problema?

O problema é que nunca somos perfeitos, nunca correspondemos a todas as expectativas. Mas somos suficientes pelo menos naquele instante. O desejo é ser suficiente sempre. Buscamos uma autossuficiência para viver. Nos bastarmos. Mas não é assim. Precisamos do outro. Pior: ele precisa nos aceitar assim, desse jeito.

Jeito moleque, levado. Jeito sério, brigão. Jeito meigo, acanhado. Sempre? Nunca!

Você subia em árvores quando criança. Ainda sobe? Você se lambuzava de doces, corria atrás de pipa, tinha vergonha de beijar a bochecha de alguém, queria ser professor, médico e até ministro. O que aconteceu? Mudou. E isso acontece. Faz parte. Não é proposital.

Então, não dê a desculpa que "sou assim e não quero mudar", você já mudou, independente de alguém pedir ou não. Você não é autossuficiente; se importa com as pessoas e muda junto com elas com um breve contato ou rápida conversa. Um "bom dia" pode mudar sua vida.

Os risos e as lágrimas mudam a gente. O que não pode é ser indiferente. A indiferença deve não ser capaz de mudar. Ela deve paralisar você no tempo. Mas dessa forma, você fica e os outros vão. É isso mesmo que você quer?

sábado, 24 de setembro de 2011

Vulnerabilidade


Bebê, menina, mulher. Dizem, madura até. Não importa a idade, condição social ou escolaridade. Todas são vulneráveis. Repetindo: todas. Um simples ato faz o mundo desmoronar. Perde-se o chão. Para elas: "cai do salto".

Nesses momentos, andam perdidas, descontrolam-se com facilidade e choram na rua. Enxugam lágrimas em meio a papéis e telefones tocando. Vergonha? Sim. Sempre. Mas esta é incapaz de fazer o mundo parar de ruir.

Dramáticas: olham para o céu. "Mas por quê?" - perguntam, esperando sempre uma resposta milagrosa. A realidade volta. Não há milagres. Não há o que entender.

Olhos inchados, nariz vermelho, mãos tremendo. Um sopro imaginário ao pé do ouvido só piora. Dizem as mais experientes: "Chora na cama que é lugar quente". Obedeça!

Um lindo dia sempre virá. Novas decepções, novas reações, novos olhares, novas promessas, novos desejos, novos sonhos. Novos pontos vulneráveis.

Na verdade: mais vulnerabilidade. E daí?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Amásios, amásias. Amantes. Para sempre


Segundo o Dicionário Michaelis:
Amante 1: a.man.te1. adj m+f (lat amante) Que ama. s m+f 1 Pessoa que ama. 2 Amásio ou amásia.
Se amante é a pessoa que ama, por que tanto fuzuê por conta de um dia em que se "celebra" o Dia do Amante? Como tantos outros dias (mães, pais, namorados, vó, vô ...), este deveria ser eterno, comemorado o ano todo. Ok, isso é clichê. Mas o amor não é clichê? Uma pessoa apaixonada não é brega ao extremo, louca, ensandecida?  Pior: acha tudo muito lindo, romântico... charmoso até?

Atos sem sustentação lógica ganham sentido, o céu fica mais azul e os dias de inverno são mais quentes quando se está com pé sobre pé. Um sorriso, um abraço e um beijo fazem o mundo desaparecer. Na verdade, criam um mundo só seu. Só de vocês.

O um vira o outro. O outro vira o um. E se a rotina bater à porta por alguns instantes, abra, deixa ela entrar, saia e volte depois. Vire o amante. Jogue tudo para o alto e rejuvenesça!  Inove. Invente. Pense também no seu prazer. Fantasie. Amante todo dia. Amante "à moda antiga", como já dizia o Rei Roberto Carlos, que também tem seu espaço na play list de casais apaixonados.

Amantes forever.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Música para sentir


Algumas canções dizem muito mais do que você consegue dizer por toda a vida. Resumem em alguns poucos minutos o sentimento internalizado e quase impossível de exteriorizar de forma tão rápida, tão ligeira, tão linda.

Umas falam de amor, outras de ódio. Mas no geral, todas trazem a vida como foco, mais especificamente relacionamentos: entre pais e filhos, namorados, namoradas, amigos, animais de estimação, bens materiais. Momentos felizes, tristes, melancolia... falam de saudade, lembranças. Buscam soluções, perdão ou mesmo desvendar um futuro distante. Ou logo ali!

Há algumas músicas que vem a mente em momentos específicos - como o 'Parabéns para você', da célebre Xuxa. Ou 'Como os nossos pais', eternizada na voz da sempre musa Elis Regina. Com chuva, momentos de melancolia podem ganhar contornos mais suaves com 'Na rua, na chuva, na fazenda' (Kid Abelha) ou 'Me chama' (Lobão); mas também mais alegres, nos versos de 'Chove chuva' (Jorge Ben) ou 'Oh Chuva' (Falamansa).

Quando os sentimentos estão exacerbados, a flor da pele, parece que todas as músicas que ouvimos foram feitas e tocadas naquele momento como algo do destino.

A 'Esperando aviões' (Vander Lee) foi a minha música de fim de tarde, dentro de um táxi indo para o trabalho. Tocou na JB FM pouco depois de ter me despedido de uma pessoa hiperespecial. Passei horas a fio com a canção em minha mente... até agora. Isso tem mais de seis horas.

Curioso para saber a letra? Segue então ela e um vídeo do Youtube para você acompanhar e, se quiser, cantar junto, como eu fiz!


Esperando Aviões
Vander Lee
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Misto quente


Há poucas coisas gostosas na vida. Uma delas definitivamente não é o CBO da McDonald's. Na caixinha vem escrito: 'Escandalosamente Gostoso'. Faço um adendo: 'Escadalosamente Gostoso de não comer'. Nunca tive uma experiência gastronômica tão ruim. Ok que comer um sanduba não é lá grande coisa, mas para quem raramente faz isso na hora do almoço, parecia uma síncope!

Enquanto mastigava aquele sanduíche mega sem-graça, fiquei pensando em quantas coisas fantásticas poderia estar comendo naquele momento: feijão, arroz, bifinho... hum!

Lá pela quinta mordida: salada, purê...

Metade: pão de queijo, misto quente...

Dali para frente: se não custasse R$17 teria jogado no lixo.

Droga, por que resolvi inovar duas vezes na mesma refeição? Comer sanduíche e não pedir Big Mac. Bem-feito!

sábado, 10 de setembro de 2011

Força que rege o universo



Esses dias passei por uma situação daquelas que nunca mais se quer reviver. Muita dor e mágoa gerada por burrice. Minha, claro. Sou dessas pessoas que erram muito - como disse anteriormente - mas tento aprender com isso. E há tantos erros a serem cometidos que poderia contar pela eternidade e teria exatamente ela para superar esses desvios, essas escorregadas, essas idiotices.

Há males que vêm para o bem. Às vezes nem tão "bem" assim, mas nos fazem refletir sobre ideias que temos da vida, sobre o que queremos e desejamos, sobre o nosso comportamento e nossas ações. E pelos pouquíssimos momentos de agonia que vivi passei a ter fé. Fé em mim, fé nas pessoas. Fé. A acreditar que existe algo que faça a gente seguir em frente, ter esperança, compaixão, buscar o melhor para nós mesmos e tentar, sem medo, conquistar a felicidade, mesmo que tenha que passar por situações perversas, até cruéis. Faz parte do processo.

Durante as pouco mais de 24 horas desses momentos de dor, pensei que fechar os olhos e não acordar mais pudesse ser a melhor solução para acabar com meu sofrimento. Mas sou fraca demais para isso. E como erro demais, podia não dar certo e o estrago ser maior. Decidi arriscar viver, se não tinha nada, o que poderia perder por tentar? Respirei fundo e pensei que se realmente houvesse algo inalcançável que comanda o mundo como um maestro, que me ajudasse a encontrar caminhos, pois não conseguiria mais ser um componente da orquestra se a solução não fosse encontrada.

Fiz o que estava ao meu alcance. Me esforcei ao máximo em algumas linhas e mais algumas palavras. Reconheci meu erro e acreditava que desse certo. Tive fé. E para a minha sorte, ou destino, fui correspondida. Até agora, tudo bem. Mas ainda espero que essa força que me ajudou continue ajudando. Uns chamam de Deus, eu chamo de amor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pés pelas mãos

Nunca tive presságios na vida. Nenhuma experiência me levava a acreditar nisso. Mas esse blog está testando minhas crenças. Este é meu quarto post desde que criei o blog. De lá para cá, poucos dias se passaram, mas já escrevi sobre pensamentos que precisam ser vistos e revistos, sobre acertos e erros e o último sobre minha grande capacidade de sentir.

Parece que estava prevendo que iria fazer algo errado que marcaria minha vida para sempre e que choraria. Mais. E por você. Isso não faz sentido para um monte de gente, mas, para mim, é um peso que estou carregando agora nos ombros. Tinha a sensação da merda vindo e ela aconteceu. Toda no mesmo dia. Até um pombo cagou em mim hoje! Era um sinal. Sinal para eu não sair de casa. Sinal para eu me entocar como um coelho medroso. Sinal para que eu ficasse alerta aos possível problemas da vida.

Surto? Só podia ser. Tanto que fiquei brincando com frases soltas durante o dia, a semana. No último post, escrevi: "Choro pela sua falta... pelo jeito que você me olhava. Ainda olha?". Após hoje, tenho certeza que não. Que nunca olhará. Nunca será como antes. E se um dia tiver você de novo nos meus braços, por mais que me esforce, não será a mesma coisa. Seus beijos não irão querer me dar paixão, seus carinhos poderão ser somente um gesto comum, que você faz em qualquer pessoa.

O mais difícil não é saber quem errou. É só ir um pouquinho ao post anterior. Fica fácil. E você disse que eu acerto mais que erro. Duvido. Agora você sabe: quando penso, faço errado; quando é por impulso, também. Sou um erro ambulante. Não mereço você e nem ninguém. Sempre meto os pés pelas mãos. Minha felicidade acabou. O copinho que cultivava, secou. E, agora, estou só. Eu, meus erros, meus pensamentos, minhas marcas profundas.

E eu pedi. Eu queria. Você já não queria mais. Brinquei falando que ficaríamos juntos mas separados. Você tinha medo e desistiu. E já sabia disso há tempos, quando me negou a companhia de quem eu mais queria para sempre. Sou a errada. Achei que o que sentíamos era maior que tudo. Engano. Pés pelas mãos. Mãos pelos pés. Cabeça que não funciona direito. E se eu acreditava que meu inferno astral já tinha passado, ele apenas começou. Estamos no dia 9, ainda me restam 21 dias para piorar tudo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Lágrimas


A tristeza muitas vezes toma conta de mim. Para aliviar a dor, as lágrimas surgem nos meus olhos e deixo elas correrem como se fosse algo para lavar a alma. Passam pelas bochechas e, como uma torneira mal fechada, pingam pelo queixo e molham o meu corpo, um papel em cima da mesa, as minhas mãos...

Você sempre me pergunta por quê choro, mas nunca se perguntou por quais motivos eu sorrio?

Choro de saudade, choro pelas augúrias do mundo - ou pela falta delas -, choro por tudo que não vivi, choro por ter errado, choro por não ter tentado, choro por ter ficado inerte diante de alguns acontecimentos, choro por não ter agido, por não ter tido força, por não ter feito por impulso, por ter pensado. As lágrimas brotam, principalmente, pelas lembranças. Um cheiro, uma cama vazia, um chinelo no canto da sala. Fotos, conversas gravadas, uma frase solta lida em um momento de distração. Você está sempre lá. Choro por você.

Choro pela sua falta, pela saudade do seu carinho, pelo jeito que você me olhava. Ainda olha? As mudanças me assustam, as palavras não saem mais como antes. Mesmo um "você é tudo que eu queria ter" não parece mais a mesma coisa. Choro por não lhe ter a hora que eu quero, que preciso. Necessito.

Mas há um misto de alegria nessas lágrimas. Lágrimas híbridas. Sentimentos misturados. Choro junto com riso. Aí que eu sorrio. Na verdade, gargalho. Você sorri. E o choro é de alegria ao ver que faço você feliz. Nem que seja por alguns instantes, momentos, segundos até. Chorrio. E quanto mais meus olhos se enchem de água salgada, menos enxergo. Mais quero enxergar. E sinto que aquele devir é para sempre. Antes daquilo foi passado. Depois, já é futuro. E O tempo é o vivido que nos faz feliz.

As lágrimas que derramo sempre são por você. Não valeria se fosse por outro motivo. As lágrimas aliviam mas abrem a alma e a mostram nos detalhes. Como uma lupa. Melhor: microscópio. Não tem como esconder sentimentos quando elas chegam aos olhos. Não há como segurar. Não há como conter. As feições mudam. O jeito muda. O olhar sobre as coisas mudam. Basta ver. Observar. Não importa se é de tristeza ou alegria. Elas sempre nos transformam quando aparecem. E para sempre.

domingo, 4 de setembro de 2011

Certo-errado X Errado-certo


A vida é uma experiência. Isso é óbvio. Conselho não é algo que faz a gente seguir ou desistir, é o sentir na própria pele os acertos e os erros que faz a gente parar para pensar e agir. Eles que nos guiam aos próximos passos. Eu erro, acerto... E, por enquanto, parece que mais erro que acerto. O mais impressionante é fazer pensado, já tendo medido todas as possibilidades, achar que vai acertar e quando a coisa sai: ué, como assim não foi?

Sempre há aquele porém que você não pensou. O acerto na vida parece, então, pura sorte de jogador iniciante. Já tendo passado por muito, acreditava que não erraria mais depois de tanto pensar a respeito de algo. Bola fora. Jogo perdido.

Mas há a persistência, o único conselho válido para mim: siga em frente, se não deu certo é porque ainda não está no fim. E nisso, levo a vida positivamente.
  • Não me ligou? Deve ter ficado vendo TV e cochilou, quando viu a hora já estava tarde, não quis me acordar...
  • O pagamento saiu errado? Mês que vem eles acertam...
  • Não tem tempo para ver os avós? Eles ainda terão muito tempo de vida para você paparicar...
  • A conta tá no vermelho? Ah, hoje já é dia 15, recebo logo início do próximo mês...
E por aí vai...

O medo de errar sempre bate. O acerto é uma meta de vida, mas é preciso relaxar. Viver. Fazendo o que acha certo, mesmo saindo errado. Outras vezes, você tem o desejo que fazer errado, mas aí acerta. A vida é assim, imprevisível como um jogo: você pode até achar que está no caminho, com a melhor estratégia ou blefe, mas você não sabe o que as pessoas a sua volta estão tramando.

Boa sorte a todos nós!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Livre Pensamento


Após passar por umas cinco experiências bloguenianas, desistir de três delas e ficar só com duas com certa regularidade, resolvi fazer mais uma tentativa.

Já fiz de um tudo para colocar o que tem na minha mente para fora dela. Queria ter uma penseira (aquela mesmo que tem no Harry Potter), em que eu pudesse acessar em outro momento aqueles pensamentos, aquelas lembranças. Mas não.

Diário em papel, blog sobre a chegada à vida adulta, gravações em foto e vídeo, registro de mudança de casa e incursões gastronômicas pela cozinha... todas elas meio que limitavam a minha mente.

Fui parar no Mulheres que Bebem. Penso: vou escrever sobre isso, sobre aquilo. Desisto. Não parece a cara do blog. E aquelas mulheres escrevem tanta coisa legal, não tenho coragem de estragar e ir para o lado negro da força (ou será o lado claro para elas que não é bom?)

Pois bem, voltei a pensar em outras possibilidades. Aí, surgiu: uma página só minha para escrever qualquer coisa. A minha penseira. Livre de amarras, livre para voar.

Agora, mesmo com tudo dividido em três, tenho um lugarzinho no mundo para libertar a mente, pensar, escrever, entender, expulsar, buscar, simplificar ou complexificar.

Se nada entendeu é que está no caminho, afinal tudo é tão complicado...